Acesso à educação, e educação de qualidade são fatores  fundamentais para o desenvolvimento pessoal e profissional de todo cidadão, e condição básica para que o país possa  se desenvolver de forma  equilibrada e sustentável.

Com o aquecimento da economia, todos os segmentos empresariais  já estão sofrendo a  falta de mão de obra qualificada –  uma situação que atravanca o desenvolvimento do país e ao mesmo tempo faz com que milhões de brasileiros não tenham  oportunidade de se desenvolver profissionalmente e ganhar melhores salários.

O Brasil nunca será um país de primeiro mundo, um país socialmente mais justo e com oportunidades para todos, se não conseguirmos garantir acesso à educação de qualidade a toda a população.

Com esta visão, na última semana, o candidato a deputado estadual Marcos Ferraz apresentou um projeto  para facilitar o acesso ao ensino superior à milhares de pessoas que gostariam de continuar estudando,  mas não tem condições financeiras para pagar as pesadas mensalidades de uma faculdade particular.

“Não é justo o que ocorre no Brasil, onde os mais ricos, quem tem condições de custear os estudos,  estudem de graça nas melhores universidades públicas  e milhões de pessoas de menor renda não tenham qualquer tipo de ajuda do governo”  ponderou Marcos.

Neste  projeto a idéia é criar um fundo estadual de custeio para incentivo à educação superior,  formado por recursos vindos parte diretamente do orçamento do estado e outra parte através da cobrança de mensalidades de quem estuda em universidade pública estadual e tem condições de pagar, total ou parcialmente, a mensalidade, sempre de acordo com uma análise da condição sócio-econômica de cada estudante, garantindo a continuidade da gratuidade para quem , de fato, não pode pagar.

Com os recursos deste fundo seriam criadas duas modalidades de bolsas, uma para quem está trabalhando e outra para quem está desempregado, ou cujo empregador não queira participar do programa. Nas duas modalidades a instituição de ensino para se credenciar terá que conceder um desconto de, no mínimo, 20% do valor da mensalidade, que acabará sendo compensado pelo aumento do número de estudantes.

Na modalidade para quem está trabalhando: A instituição de ensino concederá 20% de desconto sobre o valor da mensalidade, o estado pagará outros 40% do valor, o empregador 20% do valor, e o estudante pagará apenas 20% do valor que pagaria normalmente.

Para que estiver desempregado ou o empregador não quiser  participar do programa: A instituição de ensino deverá conceder  20% de desconto , o estado pagará os 80% restantes. Neste caso, dois anos  após ter se formado, o estudante pagará, gradualmente, metade do valor desembolsado pelo estado,  a fim de ajudar a garantir recursos para garantir a educação de outros estudantes.